A verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente ACamus” Qual o caminho a seguir em termos de Saúde Mental para obtermos melhores resultados em Saúde.
É imprescindível acreditarmos que o nosso maior potencial e ativo social é sermos humanos e termos a possibilidade de aprendermos uns com os outros. Estaremos a promover a saúde mental coletiva. O caminho deve fazer-se com tolerância e positividade, respeitando as diferentes identidades pessoais e profissionais. Nas bermas, aproveitemos para cultivar no dia a dia a generosidade, partilhando o que sabemos e estando presentes com disponibilidade, uns para com os outros. Concedamos atenção aos mais frágeis e vulneráveis a fim de compreendermos como ajudá-los nos seus projetos de saúde e de vida. Protegendo-os também se necessário, na salvaguarda da dignidade humana.
É importante fazermos o caminho acompanhados, comunicando uns com os outros, valorizando o quanto isso contribuirá para que superemos com ganhos mútuos as metas demarcadas. Traçado que está o rumo pretendido para a saúde mental, identificados os protagonistas habilitados a assumirem responsabilidades mais complexas, é fundamental o acompanhamento e monitorização dos diversos processos desencadeados e em evolução na área, determinando resultados e aferindo responsabilidades. Reajustando regularmente estratégias com base em evidências científicas e às conjunturas evolutivas sócio ecológicas e das diferentes comunidades.
No centro do sistema de saúde e de apoio à saúde mental estão os cidadãos, muitos dos quais com elevada vulnerabilidade, o que faz acrescer a importância da aposta na Região, na sua integração e participação nas diferentes decisões, conferindo-lhes voz e identidade.
Abram-se mais janelas (por algumas já estão abertas)e alimente-se a vontade de sermos melhores nas respostas às necessidades das pessoas hoje, perspetivando com esperança o amanhã. Desde o nascimento até ao fim de vida.
Isabel Fragoeiro (coordenadora ORSM RAM)
O que vaticina para os próximos anos em relação às dependências, como resultado de uma pandemia/guerra/crise financeira.
Como a abordagem destes problemas é variável conforme as crenças de quem toma decisões políticas, com o aumento dos problemas económicos e sociais, o que se espera é que todas as questões da saúde mental, onde se incluem as adições, piorem. A abordagem tem de ser técnica e científica. Sempre que decidimos com base nas nossas opiniões, seguimos um credo difícil de saber a sua origem. As decisões que podem mudar o rumo dos próximos anos, têm de ser baseadas na ciência, avaliados os seus resultados e corrigido o caminho para os anos seguintes, como toda a qualidade do processo científico.
Daniel Neto (membro do grupo coordenador ORSM RAM)
