{"id":939,"date":"2023-07-11T08:14:39","date_gmt":"2023-07-11T08:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/?p=939"},"modified":"2023-09-01T16:11:36","modified_gmt":"2023-09-01T16:11:36","slug":"diretrizes-sobre-as-intervencoes-de-promocao-e-prevencao-em-materia-de-saude-mental-destinadas-a-adolescentes-estrategias-para-ajudar-os-adolescentes-a-prosperar-organizacao-mundial-de-saude-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/2023\/07\/11\/diretrizes-sobre-as-intervencoes-de-promocao-e-prevencao-em-materia-de-saude-mental-destinadas-a-adolescentes-estrategias-para-ajudar-os-adolescentes-a-prosperar-organizacao-mundial-de-saude-2020\/","title":{"rendered":"Diretrizes sobre as interven\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de sa\u00fade mental destinadas a adolescentes: Estrat\u00e9gias para ajudar os adolescentes a prosperar (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, 2020 \u2013 Diretrizes HAT)"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>A sa\u00fade mental dos adolescentes tem sido inclu\u00edda e real\u00e7ada nas prioridades para a interven\u00e7\u00e3o determinadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, mas tamb\u00e9m, na senda da concretiza\u00e7\u00e3o dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel definidos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, cuja meta prevista \u00e9 o ano 2030 (1).<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Algumas constata\u00e7\u00f5es contextualizam a necessidade de interven\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias cient\u00edficas nesta etapa de desenvolvimento crucial:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; &nbsp;Os transtornos mentais representam uma propor\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel da carga mundial de morbilidade relacionada com a adolesc\u00eancia, constituindo a primeira causa de disfuncionalidade entre os jovens;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Aproximadamente metade dos problemas de sa\u00fade mental manifestam-se antes dos 14 anos;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; O suic\u00eddio \u00e9 uma das tr\u00eas principais causas de morte entre os adolescentes mais velhos;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Os problemas de sa\u00fade mental durante a adolesc\u00eancia podem ser percussores de v\u00e1rios comportamentos de alto risco; tais como as condutas autolesivas, o consumo de tabaco, de \u00e1lcool e de outras subst\u00e2ncias, os comportamentos sexuais de risco e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia, cujos efeitos persistem e acarretam graves consequ\u00eancias durante toda a vida;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A adolesc\u00eancia \u00e9 um momento id\u00f3neo para promover a sa\u00fade e prevenir enfermidades. Aproveitar essa oportunidade resulta em benef\u00edcios para os jovens a curto e a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; A adolesc\u00eancia considera-se uma das etapas \u00f3timas para as interven\u00e7\u00f5es, dada a neuroplasticidade do c\u00e9rebro adolescente e a possibilidade de intervir exatamente quando se iniciam a maioria dos problemas de sa\u00fade mental e os comportamentos de risco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Objetivo, abrang\u00eancia e p\u00fablico destinat\u00e1rio:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As diretrizes oferecem recomenda\u00e7\u00f5es baseadas em provas cient\u00edficas sobre interven\u00e7\u00f5es psicossociais dirigidas a promover a sa\u00fade mental e a prevenir os transtornos mentais entre os adolescentes. T\u00eam como objeto apoiar a programa\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00f5es com fundamento cient\u00edfico para obter esse objetivo. As diretrizes baseiam-se em dados cient\u00edficos provenientes de estudos realizados em crian\u00e7as e adolescentes com idades compreendidas entre os 10 e os 19 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incidem essencialmente em:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"424\" src=\"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-940\" srcset=\"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image.png 1024w, https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image-300x124.png 300w, https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image-768x318.png 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Resultados da an\u00e1lise aos dados cient\u00edficos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"929\" height=\"519\" src=\"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-941\" srcset=\"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image-1.png 929w, https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image-1-300x168.png 300w, https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/image-1-768x429.png 768w\" sizes=\"(max-width: 929px) 100vw, 929px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os principais destinat\u00e1rios das Diretrizes s\u00e3o as autoridades nacionais por formular pol\u00edticas, os planificadores e os administradores de programas de sa\u00fade governamentais e n\u00e3o governamentais as pessoas que trabalham em organismos internacionais de sa\u00fade e desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sum\u00e1rio das RECOMENDA\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><strong><u>Recomenda\u00e7\u00e3o A<\/u><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Deveriam oferecer-se interven\u00e7\u00f5es psicossociais universais dirigidas a todos os adolescentes. Estas interven\u00e7\u00f5es promovem uma boa sa\u00fade mental e previnem e reduzem o comportamento suicida, os transtornos mentais (como a depress\u00e3o e a ansiedade), as condutas problem\u00e1ticas de agressividade ou de oposi\u00e7\u00e3o e o consumo de subst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>For\u00e7a da recomenda\u00e7\u00e3o:<\/strong> Forte<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certeza das provas:<\/strong> Baixa<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es importantes: <\/strong>de acordo com as provas dispon\u00edveis, as interven\u00e7\u00f5es deveriam centrar-se na aprendizagem social e emocional, na resolu\u00e7\u00e3o de problemas, nas atitudes interpessoais, na aten\u00e7\u00e3o consciente, na assertividade e na gest\u00e3o do stresse (7).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justifica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Em muitos casos as certezas das provas baixaram porque os estudos estavam sujeitos ao risco de vi\u00e9s<a>, tanto pela dificuldade de mascaramento das interven\u00e7\u00f5es como pela depend\u00eancia de resultados comunicados pelos pr\u00f3prios interessados, d<\/a>ois fen\u00f3menos que s\u00e3o muito habituais neste tipo de estudos de interven\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida que foi emitida uma recomenda\u00e7\u00e3o forte apesar da escassa certeza das provas, porque os resultados dos estudos se consideraram muito coerentes e porque se chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que se poderiam obter benef\u00edcios significativos porque superavam com ganhos os poss\u00edveis danos. Ademais, a recomenda\u00e7\u00e3o sustentou-se em v\u00e1rias recomenda\u00e7\u00f5es sobre valores, viabilidade e custo-efic\u00e1cia. As interven\u00e7\u00f5es universais em escolas podem ser mais f\u00e1ceis de executar e \u00e9 menos prov\u00e1vel que provoquem estigmatiza\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com as interven\u00e7\u00f5es que requerem uma sele\u00e7\u00e3o de participantes. Quando se realizam em escolas, as interven\u00e7\u00f5es podem abordar v\u00e1rios fatores de risco e ajudar grande parte dos adolescentes, uma vez que lhes proporcionam atitudes b\u00e1sicas que promovem a sa\u00fade mental e previnem as condutas de risco.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>Recomenda\u00e7\u00e3o B:<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deveriam oferecer-se interven\u00e7\u00f5es psicossociais dirigidas aos adolescentes que vivem num contexto de emerg\u00eancia humanit\u00e1ria. Estas interven\u00e7\u00f5es s\u00e3o especialmente ben\u00e9ficas para prevenir os transtornos mentais <a>(depress\u00e3o, ansiedade e transtornos relacionados especificamente com o stresse<\/a> e devem ser disponibilizadas aos adolescentes para reduzir o consumo de subst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>For\u00e7a da recomenda\u00e7\u00e3o: <\/strong><a>Forte no tocante \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de sintomas ou \u00e0 preven\u00e7\u00e3o dos transtornos mentais (depress\u00e3o, ansiedade <\/a>e transtornos relacionados especificamente com o stresse). Condicional no referente especificamente ao consumo de subst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certeza das provas<\/strong>: Baixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es importantes: &nbsp;<\/strong>Os adolescentes expostos a emerg\u00eancias humanit\u00e1rias receberam ou recebem interven\u00e7\u00f5es psicossociais muito diversas. H\u00e1 que ter em conta a natureza heterog\u00e9nea das experi\u00eancias relacionadas com os acontecimentos de emerg\u00eancia. Por conseguinte \u00e9 importante interpretar os resultados dos estudos com cautela. As provas dispon\u00edveis apontam que a gest\u00e3o do stresse, as estrat\u00e9gias de relaxamento e o cuidado do bem-estar da pessoa encarregada de executar a interven\u00e7\u00e3o s\u00e3o os componentes que se traduzem em maior efetividade. No caso dos adolescentes que estiveram muito expostos a situa\u00e7\u00f5es traum\u00e1ticas, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) centrada no trauma demonstrou efeitos positivos na redu\u00e7\u00e3o de sintomas de depress\u00e3o, ansiedade e stresse (8,9). Demonstrou-se que as de TCC em grupo surtem efeitos positivos nos sintomas de outros adolescentes expostos a acontecimentos stressantes (10).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justifica\u00e7\u00e3o: <\/strong>em muitos casos baixou a certeza das provas porque os estudos estavam sujeitos a risco de vi\u00e9s, tanto pela dificuldade de mascaramento das interven\u00e7\u00f5es como pela depend\u00eancia de resultados comunicados pelos pr\u00f3prios interessados, dois fen\u00f3menos que s\u00e3o muito habituais neste tipo de estudos de interven\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, pese a baixa certeza das provas, p\u00f4r em pr\u00e1tica psicossociais encaminhadas a reduzir os sintomas dos transtornos mentais evidenciou-se como uma recomenda\u00e7\u00e3o forte, dado que os benef\u00edcios cl\u00ednicos que se podem obter superam com ganhos os poss\u00edveis danos. Para al\u00e9m disso, entram em jogo considera\u00e7\u00f5es importantes sobre valores, equidade e viabilidade que sugerem que os programas de preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as mentais devem priorizar os adolescentes expostos a emerg\u00eancias humanit\u00e1rias. As provas corroboram a ideia de que todos os adolescentes devem ter acesso a interven\u00e7\u00f5es psicossociais universais. A alta preval\u00eancia dos transtornos mentais nos contextos em que vivem a maioria dos adolescentes expostos a emerg\u00eancias humanit\u00e1rias. assim como a enorme brecha terap\u00eautica que domina esses contextos, fazem com que os argumentos a favor das interven\u00e7\u00f5es psicossociais nesta popula\u00e7\u00e3o, resultem ainda mais convincentes. N\u00e3o obstante, \u00e9 preciso ter em conta o perfil dos adolescentes e o seu diferente n\u00edvel de exposi\u00e7\u00e3o, dada a heterogeneidade de experi\u00eancias e de circunst\u00e2ncias. A maioria dos estudos realizaram-se em pa\u00edses de m\u00e9dios e baixos rendimentos; uma terceira parte examinou as interven\u00e7\u00f5es realizadas por n\u00e3o especialistas. Por fim, as conclus\u00f5es s\u00e3o diretamente pertinentes nos contextos em que vivem a maioria dos adolescentes expostos a emerg\u00eancias humanit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>Recomenda\u00e7\u00e3o C:<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deveria colocar-se a possibilidade de introduzir interven\u00e7\u00f5es psicossociais dirigidas a adolescentes gr\u00e1vidas e a progenitores adolescentes, especialmente com o fim de promover a boa sa\u00fade mental (funcionamento intelectual e bem-estar mental) e melhorar a sua frequ\u00eancia \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>For\u00e7a da recomenda\u00e7\u00e3o: <\/strong>Condicional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certeza das provas:<\/strong> Baixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es importantes:<\/strong> Considerando as provas dispon\u00edveis, cabe-nos colocar a possibilidade de oferecer \u00e0s adolescentes gr\u00e1vidas e \u00e0s m\u00e3es das adolescentes programas cognitivo-comportamentais de fortalecimento de compet\u00eancias (11).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>Recomenda\u00e7\u00e3o D:<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deveriam oferecer-se interven\u00e7\u00f5es psicossociais aos adolescentes com problemas emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>For\u00e7a da recomenda\u00e7\u00e3o: <\/strong>Forte no tocante \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de sintomas de depress\u00e3o\/ansiedade, \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de transtornos mentais (depress\u00e3o e ansiedade) e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da boa sa\u00fade mental. Condicional no que diz respeito a melhorar a assist\u00eancia na escola.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certeza das provas: <\/strong>Muito baixa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es importantes: <\/strong>Tendo em conta as provas dispon\u00edveis, cabe colocar-se a possibilidade de p\u00f4r em pr\u00e1tica TCC em grupo para adolescentes com sintomas emocionais (12).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justifica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Em muitos casos as certezas das provas baixaram porque os estudos estavam sujeitos ao risco de vi\u00e9s, tanto pela dificuldade de mascaramento das interven\u00e7\u00f5es como pela depend\u00eancia de resultados comunicados pelos pr\u00f3prios interessados, dois fen\u00f3menos que s\u00e3o muito habituais neste tipo de estudos de interven\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, pese a certeza das provas ter sido qualificada como muito baixa, emitiu-se uma recomenda\u00e7\u00e3o forte de reduzir os sintomas de depress\u00e3o ou ansiedade e prevenir os transtornos mentais (depress\u00e3o e ansiedade) assim como de promover a boa sa\u00fade mental nos adolescentes com problemas emocionais. O motivo \u00e9 porque os benef\u00edcios compensam os danos potenciais. Ademais, entram em jogo considera\u00e7\u00f5es importantes sobre valores, equidade e custo-efic\u00e1cia que justificam intervir em interven\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para este grupo de risco. A m\u00e1 sa\u00fade mental dos adolescentes \u00e9 um fator de risco fundamental que pode desencadear problemas de sa\u00fade f\u00edsica e mental mais adiante. Demonstrou-se que \u00e9 crucial intervir quanto antes nos adolescentes que apresentam problemas emocionais, para prevenir a progress\u00e3o dos problemas de sa\u00fade mental e melhorar as suas trajet\u00f3rias vitais e de sa\u00fade<\/p>\n\n\n\n<p><strong><u>Recomenda\u00e7\u00e3o E:<\/u><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Deveriam oferecer-se interven\u00e7\u00f5es psicossociais espec\u00edficas dirigidas aos adolescentes com condutas problem\u00e1ticas e comportamentos de oposi\u00e7\u00e3o. Estas interven\u00e7\u00f5es reduzem as condutas agressivas e problem\u00e1ticas e o comportamento de oposi\u00e7\u00e3o, previnem os transtornos mentais (depress\u00e3o e ansiedade) e promovem a boa sa\u00fade mental. As interven\u00e7\u00f5es devem realizar-se com cautela para evitar o consumo de subst\u00e2ncias entre os adolescentes com condutas problem\u00e1ticas ou comportamentos de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>For\u00e7a da recomenda\u00e7\u00e3o: <\/strong>Condicional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certeza das provas: <\/strong>Segundo as provas dispon\u00edveis os adolescentes que correm risco de sofrer transtorno da conduta ou aqueles a quem foi diagnosticado este transtorno, as interven\u00e7\u00f5es mais eficazes s\u00e3o as que incluem a forma\u00e7\u00e3o para os progenitores baseada em enfoques de aprendizagem social, e a forma\u00e7\u00e3o social, cognitiva, de resolu\u00e7\u00e3o de problemas e de atitudes interpessoais para os adolescentes. Tamb\u00e9m se podem realizar forma\u00e7\u00f5es com m\u00faltiplos m\u00f3dulos tanto para os adolescentes como para os seus progenitores baseadas num modelo de aprendizagem social (13).<\/p>\n\n\n\n<p><em>Resumo e tradu\u00e7\u00e3o adaptados por Isabel Fragoeiro (PhD Sa\u00fade Mental, Coordenadora do ORSMM). Qualquer contacto use por favor o email: isabel.fragoeiro@staff.uma.pt<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>(julho 2023)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Correio electr\u00f3nico:<\/strong> mhgap-info@who.int Sitio web: www.who.int\/teams\/mental-health-and-substance-use<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Suggested citation.<\/strong> Guidelines on mental health promotive and preventive interventions for adolescents: helping adolescents thrive. Geneva: World Health Organization; 2020. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Transformar nuestro mundo: la Agenda 2030 para el Desarrollo Sostenible. Nueva York, Naciones Unidas, 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>2. World Population Prospects 2019, revisi\u00f3n 1 [datos en l\u00ednea]. Nueva York, Naciones Unidas, Divisi\u00f3n de Poblaci\u00f3n del Departamento de Asuntos Econ\u00f3micos y Sociales, 2019 (<a href=\"https:\/\/population.un.org\/wpp\/\">https:\/\/population.un.org\/wpp\/<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>3. Global accelerated action for the health of adolescents (AA-HA!): guidance to support country implementation. Ginebra, Organizaci\u00f3n Mundial de la Salud, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>4. Kessler RC, Aguilar-Gaxiola S, Alonso J, Chatterji S, Lee S, Ormel J, et al. The global burden of mental disorders: an update from the WHO World Mental Health (WMH) surveys. Epidemiology and Psychiatric Sciences. 2009;18(1):23-33.<\/p>\n\n\n\n<p>5. Patel V, Flisher AJ, Nikapota A, Malhotra S. Promoting child and adolescent mental health in low and middle income countries. Journal of Child Psychology and Psychiatry. 2008;49(3):313-34.<\/p>\n\n\n\n<p>6. OMS \u2013 Manual para la elaboraci\u00f3n de directrices, 2\u00aa edici\u00f3n. Ginebra, Organizaci\u00f3n Mundial de la Salud, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>7. Skeen S, Laurenzi CA, Gordon SL, du Toit S, Tomlinson M, Dua T, et al. Adolescent mental health program components and behavior risk reduction: a meta-analysis. Pediatrics. 2019;144(2):e20183488.<\/p>\n\n\n\n<p>8. O\u2019Callaghan P, McMullen J, Shannon C, Rafferty H, Black A. A randomized controlled trial of trauma-focused cognitive behavioral therapy for sexually exploited, war-affected Congolese girls. Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. 2013;52(4):359-69.<\/p>\n\n\n\n<p>9. McMullen J, O\u2019Callaghan P, Shannon C, Black A, Eakin J. Group trauma-focused cognitive-behavioural therapy with former child soldiers and other war-affected boys in the DR Congo: a randomised controlled trial. Journal of Child Psychology and Psychiatry. 2013;54(11):1231-41.<\/p>\n\n\n\n<p>10. Berger R, Gelkopf M, Heineberg Y, Zimbardo P. A school-based intervention for reducing posttraumatic symptomatology and intolerance during political violence. Journal of Educational Psychology. 2016;108(6):761-71.<\/p>\n\n\n\n<p>11. Harris MB, Franklin CG. Effects of a cognitive-behavioral, school-based, group intervention with Mexican American pregnant and parenting adolescents. Social Work Research. 2003;27(2):71-83.<\/p>\n\n\n\n<p>12. Ssegonja R, Nystrand C, Feldman I, Sarkadi A, Langenskiold S, Jonsson U. Indicated preventive interventions for depression in children and adolescents: a meta-analysis and meta-regression. Preventive Medicine 2019; 118:7-15. 13. Centro Colaborador para la Salud Mental (Reino Unido), Social Care Institute for Excellence (Reino Unido). Antisocial behaviour and conduct disorders in children and young people: recognition, intervention and management: NICE clinical guidelines, no. 158. Leicester: British Psychological Society; 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A sa\u00fade mental dos adolescentes tem sido inclu\u00edda e real\u00e7ada nas prioridades para a interven\u00e7\u00e3o determinadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, mas tamb\u00e9m, na senda da concretiza\u00e7\u00e3o dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel definidos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, cuja meta prevista \u00e9 o ano 2030 (1). Algumas constata\u00e7\u00f5es contextualizam a necessidade de interven\u00e7\u00f5es baseadas<\/p><\/div>\n<div class=\"blog-btn\"><a href=\"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/2023\/07\/11\/diretrizes-sobre-as-intervencoes-de-promocao-e-prevencao-em-materia-de-saude-mental-destinadas-a-adolescentes-estrategias-para-ajudar-os-adolescentes-a-prosperar-organizacao-mundial-de-saude-2020\/\" class=\"home-blog-btn\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[9],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=939"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":943,"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/939\/revisions\/943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/orsmmadeira.uma.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}